CEBIO participa de  I Simpósio sobre Bioinsumos Microbiológicos na Agricultura

Evento contou com palestrantes de várias regiões do Brasil Na última quarta-feira (09) foi realizado, no IF Campus Morrinhos, o I Simpósio sobre Bioinsumos Microbiológicos na Agricultura, um evento dedicado ao debate de soluções sustentáveis e inovadoras para o futuro do agronegócio. O simpósio contou com o apoio do CNPq e reuniu especialistas renomados de diversas regiões do país para discutir temas essenciais relacionados à utilização de bioinsumos na promoção da agricultura sustentável e segurança alimentar. Com programação durante todo o dia, o evento contou com palestras de especialistas do setor agrícola, atividades com os gestores do CEBIO, rodas de conversa sobre biofertilizantes, controle biológico e microbiologia do solo, espaço para networking com empresas, produtores regionais, lideranças e startups do setor. O evento, certificado pelo CNPq, pelo CEBIO e IF Goiano, contou com cerca de 300 inscritos e foi uma oportunidade de divulgação das empresas e marcas. Os presentes também tiveram acesso a pesquisas e práticas agrícolas ecoeficientes, além da possibilidade de estabelecer conexões com especialistas e formuladores de políticas públicas. “Esse simpósio tem muito a ver com a temática da nossa unidade de referência em bioinsumos (URB) para o controle de doenças de plantas. Ele é um evento que nasceu antes do CEBIO, mas nas últimas duas edições ele tem tido essa chancela desse Centro de Excelência. Então é uma oportunidade ímpar para junto com a comunidade, seja com os estudantes, com os pesquisadores, com o segmento produtivo, discutir o que há de mais novo relacionado ao uso de bioinsumos, ao controle biológico de doenças de plantas, bem como também mostrar um pouco dos trabalhos que nós fazemos. Dentro do Campus Morrinhos e conectados com atividades do Centro de Excelência de Bioinsumos”, destaca o Coordenador Executivo da UTT de Morrinhos, Nadson Pontes, ao falar sobre a importância deste evento para o estado. A ideia surgiu de um projeto aprovado no CNPq da Semana Nacional de Ciências e Tecnologia 2024, em que uma das metas era organizar um evento com representantes na área de bioinsumos. O projeto do CNPq contou com representantes das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do país. O professor Rodrigo Silva, representante da região Centro-Oeste e membro do CEBIO, pontuou que o evento foi realizado em Goiás por estar no centro do Brasil facilitando a logística dos participantes. Ele também ressaltou a significância do CEBIO para o debate sobre bioinsumos ao nível estadual e nacional.

CEBIO marca presença na 22ª edição da Tecnoshow

A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO — uma das três maiores feiras tecnológicas do agronegócio brasileiro — contou, pelo terceiro ano consecutivo, com a participação do Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) em um espaço dedicado à apresentação de soluções biológicas voltadas à agricultura regenerativa. O evento aconteceu entre os dias 7 e 11 de abril, atraindo a atenção de autoridades, produtores rurais, empresários, estudantes e pesquisadores em Rio Verde (GO).

CEBioEntrega na Comunidade Quilombola do Cabeçudo, em Campos Belos

Na última terça-feira, 8, a Unidade de Transferência de Tecnologia (UTT) do IFGoiano Campus Campos Belos realizou uma importante ação de transferência de tecnologia, após atividades de pesquisa e ensino desenvolvidas: a CEBioEntrega para a Comunidade Rural Familiar Quilombola do Cabeçudo. A atividade, que aconteceu durante a I Semana de Bioinsumos do Nordeste Goiano, marcou o início da distribuição de bioinsumos produzidos pela UTT Campos Belos, cujo foco é o fortalecimento da agricultura familiar de forma ambientalmente amigável na região.

CEBIO inaugura biofábrica no Campus Ceres do IF Goiano

Na última sexta-feira, 28, o Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) inaugurou mais uma biofábrica, desta vez na Unidade de Transferência de Tecnologia (UTT) do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) – Campus Ceres. A cerimônia ocorreu em paralelo às comemorações dos 30 anos do campus, consolidando a instituição como um polo estratégico na pesquisa e produção de bioinsumos. O evento superou as expectativas de público, contando com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e produtores rurais. Além disso, foram expostos experimentos realizados com bioinsumos na unidade em Ceres.

IF Goiano – Campus Morrinhos recebe nova biofábrica do CEBIO

Foi inaugurada, nesta terça-feira (26), a biofábrica da Unidade de Referência em Bioinsumos (URB) do Instituto Federal Goiano – Campus Morrinhos. A nova estrutura integra o Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO), uma iniciativa estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor agrícola.

Pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IF Goiano visita UTT Ceres do CEBIO

A Unidade de Transferência de Tecnologia (UTT) Ceres do Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) recebeu, na última quarta-feira (19), a visita do Pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IF Goiano, Alan Carlos da Costa. Durante a visita, o professor se reuniu com a equipe local, composta por quase 20 profissionais de diversas áreas, e discutiu estratégias para o fortalecimento das ações da unidade e o planejamento para a inauguração da biofábrica de Ceres no final de março.

CEBIO alinha estratégias para o Plano ABC+ Goiás 

Na última sexta-feira, 5, o Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) na figura de seu diretor-geral, professor Alexandre Igor, participou de uma reunião no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (SEAPA) para discutir a elaboração do Plano ABC+ Goiás. O encontro reuniu membros do Comitê Estadual de Gestão da Agropecuária de Baixo Carbono e Sustentável, que congrega representantes de órgãos governamentais, instituições de pesquisa, organizações de assistência técnica e extensão rural, além do setor produtivo.

Parceria CEBIO – GEPEA: 4º Dia de Campo reúne mais de 100 participantes em evento envolvendo inovação e bioinsumos

Evento reuniu produtores, estudantes e pesquisadores com o intuito de expandir conexões voltadas para a produção sustentável Na manhã da última quinta-feira, 23, foi realizado o 4º Dia de Campo GEPEA, evento organizado em parceria com o Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO) em Rio Verde, Goiás. A ação teve como objetivo promover conhecimento, inovação e conexões no setor agrícola, destacando as iniciativas voltadas à produção sustentável. Segundo o professor Pablo Cabral, Coordenador de Inovação Tecnológica da Unidade de Referência em Bioinsumos (URB) Rio Verde, o evento foi um sucesso, reunindo mais de 100 participantes, entre produtores rurais, técnicos, estudantes e representantes do setor agropecuário. “Nosso objetivo foi apresentar a estrutura do CEBIO e as ações que são desenvolvidas pelo centro na área de bioinsumos em Goiás”, destacou. A programação incluiu uma palestra inicial sobre as iniciativas de impacto do CEBIO e o papel das URBs na disseminação de tecnologias sustentáveis. Além disso, um estande apresentou amostras de pesquisas já desenvolvidas pela URB Rio Verde, ilustrando os avanços e resultados obtidos. Com o sucesso do evento, o próximo passo da URB Rio Verde é estreitar os laços com pequenos, médios e grandes produtores da região que estiveram presentes no evento. “Queremos expandir nossas ações e fortalecer essa conexão com os produtores, que se mostraram interessados com os resultados de impacto que o CEBIO vem desenvolvendo”, afirmou o professor. Além disso, Pablo também afirmou que a URB Rio Verde continuará a promover mais eventos como o Dia de Campo ocorrido nessa semana, como forma de expandir parcerias com o arranjo produtivo agrícola do sudoeste goiano.

Pesquisador do CEBIO divulga estudo sobre uso sustentável de insumos no Litoral Sul da Bahia

Uso sustentável da biomassa impulsiona qualidade de vida e preservação ambiental no Litoral Sul da Bahia Conhecido por suas belezas naturais,o Território do Litoral Sul (TLS) da Bahia vem se destacando como uma área estratégica para o desenvolvimento sustentável. Um estudo recente, feito por Dayvid Souza Santos, professor do Instituto Federal Goiano – Campus Posse e pesquisador do Centro de Excelência em Bioinsumos (CEBIO), revelou o grande potencial das culturas agrícolas predominantes na região e das espécies florestais nativas da Mata Atlântica. Ao todo, o professor Dayvid e sua equipe levaram 3 anos para concluir a pesquisa. O material foi publicado no início de janeiro no Journal environmental science pollution, periódico da revista Springer nature.  Intitulada, “Pequenas e médias biorrefinarias: quantificação de biomassa e seu potencial bioeconômico no Território do Litoral Sul da Bahia” a pesquisa mostrou que materiais orgânicos de origem vegetal ou animal advindos desse ecossistema também são chamados de biomassa e podem ser utilizados como matéria-prima para a produção de energia, biocombustíveis, insumos químicos e produtos industriais. Esses recursos podem ser transformados em produtos voltados para diversas indústrias, tais como a farmacêutica, a alimentícia e a energética.  Segundo a pesquisa, esses resíduos, muitas vezes descartados de forma inadequada, podem ser convertidos em recursos valiosos, promovendo uma transição para um modelo de bioeconomia que beneficia tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais. Transformação econômica e social O professor Dayvid ressalta que o estudo poderá ajudar no desenvolvimento da comunidade local “Minha expectativa com este estudo é de auxiliar na formulação de políticas públicas de bioeconomia que valorizem as comunidades locais, contribuindo para a redução de resíduos e permitindo que agricultores familiares aproveitem de forma integral da biomassa e se engajem para o desenvolvimento de novos bioativos, especialmente para serem comercializadas para a indústria farmacêutica, como forma de geração de riqueza local”, destaca. Nesse sentido, a instalação de biorrefinarias regionais é apresentada como uma solução para aproveitar a biomassa da região, transformando esses resíduos em produtos comercializáveis. Segundo o estudo, essa abordagem geraria um impacto na qualidade de vida das populações locais ao aumentar a renda dos agricultores, além de gerar empregos e melhorar a qualificação profissional. Além disso, práticas como o cultivo de cacau em sistemas agroflorestais cabruca não apenas impulsionam a produção, mas também auxiliam na preservação da biodiversidade. “O Território do Litoral Sul da Bahia possui uma longa tradição com o cacau cabruca, que associa o cultivo do cacau à Mata Atlântica, permitindo a conservação da vegetação nativa. Essa prática existe há cerca de 200 anos e é fundamental para a sustentabilidade da região”, destaca o pesquisador. Inclusive, a transição para esse modelo de bioeconomia poderia também reduzir a dependência das comunidades de práticas agressivas ao meio-ambiente, como o desmatamento para expansão de pastagens. Além disso, a valorização dos resíduos agrícolas pode agregar valor à produção local, fortalecendo cadeias produtivas regionais e aumentando a competitividade do setor no mercado nacional e internacional. Preservação ambiental e mitigação de riscos climáticos O reaproveitamento da biomassa também é uma ferramenta crucial para a mitigação de riscos ambientais. Resíduos agrícolas descartados de forma inadequada contribuem significativamente para emissões de gases de efeito estufa, agravando os impactos das mudanças climáticas. A implementação de biorrefinarias poderia transformar esses resíduos em recursos valiosos, promovendo uma economia mais limpa e sustentável. A Mata Atlântica, que cobre grande parte do TLS, é um dos biomas mais ameaçados do Brasil. No entanto, as práticas sustentáveis propostas no estudo mostram que é possível equilibrar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental. Segundo o professor Dayvid, além de preservar os fragmentos de floresta, essas iniciativas podem aumentar a retenção de carbono, manter os serviços ecossistêmicos e proteger espécies endêmicas da região. Ao todo, foram estudados mais de 20 anos de produção agrícola, de 26 municípios do Sul da Bahia. Apesar disso, o professor Dayvid ressaltou que o foco no resultado da equipe superou qualquer dificuldade, “A coleta, validação e a sistematização dos dados foram as partes mais difíceis (…). No entanto, a equipe envolvida se dedicou bastante e superou os desafios”, pontuou. Combinando desenvolvimento socioeconômico, inclusão social e preservação ambiental, o Território do Litoral Sul da Bahia pode se tornar um case de sucesso de como a bioeconomia pode transformar realidades, promovendo uma integração sustentável entre natureza e progresso.